Não é associado? Associe-se
Recuperar minha senha

Diagnóstico e acesso ao tratamento ainda são as maiores dificuldades para pacientes com Doenças Inflamatórias Intestinais no Brasil

Autor: Federação Brasileira de Gastroenterologia | Publicado em: 17/03/2020

O índice das Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs) no Brasil varia muito de acordo com as regiões no país, sendo maior no Sudeste e Sul, segundo o Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil (GEBIID). Nesse conjunto de enfermidades, as mais comuns são a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa, presentes em 10 a 27 a cada 100 mil habitantes. 

 Apesar de ocorrer em todas as faixas etárias, a DII atinge principalmente adolescentes e adultos jovens. Para diagnosticar, é feita a colonoscopia com biópsia e, dependendo do caso, também são realizadas a enteroressonância, a enterotomografia e a ultrassonografia do abdome. 

 As Doenças Inflamatórias Intestinais afetam o trato digestório, em especial o intestino delgado, intestino grosso (cólon e reto) e a região perianal. Entre os sintomas mais frequentes estão a dor abdominal, diarreia, alteração no hábito intestinal e sangramento nas fezes, podendo ocasionar complicações, como o câncer. Além do mais, ainda há a possibilidade de causar emagrecimento e deficiências de vitaminas no organismo.

  Apesar de muito estudo, ainda não se sabe as causas das DIIs, porém, há diversos fatores envolvidos, como os genéticos, ambientais, alimentares, emocionais e aqueles relacionados à microbiota.

  O tratamento não é dos mais fáceis, tendo um difícil acesso às medicações, das mais simples aos imunossupressores e terapia biológica, que são liberadas nas farmácias de alto custo e que, na dependência dos Estados e municípios, pode demorar até quatro meses ou mais.